Novidades
Postagens recentes no fórum
TelêSalvador
Resultados da partida de futebol …África do Sul: PSLKaizer Chiefs 2 - 2 AmaZuluRichards Bay 2 - 1 Ma … Leia Mais
PENALTIES WCC 24/25Battle No.18   PARAHYANGAN CREW (PHC) vs POLLOS HERMANO … Leia Mais
Jason_brody
PENALTIES WCC 24/25Informe Manager: Jonas 75 Equipo: French Gunners United Equ … Leia Mais
Renato Amorim
STLB 25 - SUPER TAÇA LUSO BRASILE …  Bom dia a todos, vamos dar início a FASE QUARTAS DE FINA … Leia Mais

Please or Cadastrar to create posts and topics.

Queda de um fantasma: há dez anos, Corinthians conquistava inédita Libertadores

“Na minha vida profissional, foi o título mais importante da minha carreira. Lembro em 2011, quando fomos campeões brasileiros, que eu recebi uma proposta da Rússia. O Tite me chama na sala dele e diz ‘joga a Libertadores, sai daqui consagrado’. E foi o que aconteceu”.

As palavras que iniciam essa reportagem são do agora experiente Leandro Castán, que, dez anos atrás, era um zagueiro de 25 anos, prestes a fazer história com a camisa do Corinthians na inédita conquista da Copa Libertadores, no dia 4 de julho de 2012, contra o Boca Juniors.

“Foi também o último título da minha carreira, eu não sabia o que ia acontecer depois. Tinha 25 anos, achei que ia deslanchar ali, mas dois anos depois tive uma grave doença e tive que praticamente parar de jogar futebol. Depois da minha cirurgia, nasceu outro Castan. Por isso, olho para trás com muito carinho e admiração por tudo que eu fiz. Saber que, em todo momento, Deus cuidou da minha vida, por ter me dado um título até hoje inédito para o Corinthians e fazer parte da história”, complementou.

A entrevista exclusiva do ex-zagueiro à TV Gazeta rememora histórias importantes daquela campanha. O Corinthians foi campeão invicto da Libertadores, com oito vitórias e seis empates, sendo Emerson Sheik o artilheiro do time, com cinco gols marcados. A receita para o triunfo?

“Era um grupo muito unido, é até clichê, mas é a realidade, com um comandante, nosso líder, que era o Tite. Ele era o responsável por manter esse grupo unido. Eu lembro que a gente tinha conversas, principalmente na fase final, de mata-mata, não tinha rede social tão forte como hoje, as notícias eram só na televisão. Eu lembro que, no mata-mata, algum canal sempre, algum programa, perguntava ‘quem será o vilão desse ano?’. E aparecia todas as eliminações do Corinthians, aquelas tragédias que tinham acontecido, erro de fulano ou de ciclano”, relembrou Castán.

“Lembro que uma vez a gente conversou informalmente e disse ‘rapaziada, esse ano aqui, se for para a gente perder, para ser eliminado, o cara vai acertar um chute no ângulo do meio de campo, ninguém vai ser vilão’. Foi isso que aconteceu. Nossa concentração era muito forte, quando um dos nossos errava, a gente redobrava para poder ajudar e não tomar o gol, porque era muita pressão mesmo. Lembro que cheguei em 2010 no Corinthians, se falava de Libertadores era estranho, parecia um fantasma ali. Acho que nesse primeiro título ajudamos a tirar um pouco esse fantasma do Parque São Jorge”.

De lá para cá, porém, o mais longe que o Alvinegro conseguiu chegar foram as oitavas de final, nos anos de 2013, 2015, 2016 e 2018. Curiosamente, nesta terça-feira, um dia depois da comemoração dos anos do título, o Corinthians volta a enfrentar o Boca Juniors, rival da grande final, pelas oitavas da edição de 2022, na Bombonera.

Quando perguntado sobre o que vem à sua mente sobre a campanha vitoriosa, Castán não pestaneja.

“A minha primeira lembrança é a na Bombonera. Eu lembro que, quando eu era menino, assistia a jogos da Libertadores, que todo mundo falava da Bombonera. Jogar a final da Libertadores na Bombonera, foi uma coisa… Até arrepia de lembrar. Então, quando fala de Libertadores, fala de Bombonera para mim”, finalizou.

O atual elenco do Corinthians está prestes a jogar, assim como na fase de grupos deste ano, na Bombonera. O jogo que define se o Timão segue ou não na competição será nesta terça, a partir das 21h30 (de Brasília). Na ida, na Neo Química Arena, o placar ficou no 0 a 0.

Campanha invicta do Corinthians na Libertadores de 2012:

1 – 15/02/2012 – Deportivo Táchira 1 x 1 Corinthians
Gol: Ralf, aos 48 minutos do segundo tempo

2 – 07/03/2012 – Corinthians 2 x 0 Nacional
Gols: Danilo e Jorge Henrique

3 – 14/03/2012 – Cruz Azul 0 x 0 Corinthians

4 – 21/03/2012 – Corinthians 1 x 0 Cruz Azul
Gol: Danilo

5 – 11/04/2012 – Nacional 1 x 3 Corinthians
Gols: Jorge Henrique, Emerson Sheik e Elton

6 – Corinthians 6 x 0 Deportivo Táchira
Gols: Danilo, Paulinho, Jorge Henrique, Emerson, Liedson e Douglas

7 – 02/05/2012 – Emelec 0 x 0 Corinthians (oitavas de final)
Jogou com um a menos (Jorge Henrique) desde os sete minutos do primeiro tempo

8 – 09/05/2012 – Corinthians 3 x 0 Emelec (oitavas de final)
Gols: Fábio Santos, Paulinho e Alex

9 – 16/05/2012 – Vasco 0 x 0 Corinthians (quartas de final)

10 – 23/05/2012 – Corinthians 1 x 0 Vasco (quartas de final)
Gol: Paulinho / defesa de Cássio em chute de Diego Souza

11 – 13/06/2012 – Santos 0 x 1 Corinthians (semifinal)
Gol: Emerson Sheik

12 – 20/06/2012 – Corinthians 1 x 1 Santos (semifinal)
Gol: Danilo

13 – 27/06/2012 – Boca Juniors 1 x 1 Corinthians (final)
Gol: Romarinho

14 – 04/07/2012 – Corinthians 2 x 0 Boca Juniors (final)
Gols: Emerson Sheik

O post Queda de um fantasma: há dez anos, Corinthians conquistava inédita Libertadores apareceu primeiro em Gazeta Esportiva.