Nesta quinta-feira, Lisca foi oficialmente apresentado como técnico do Santos. Em sua primeira entrevista coletiva, o comandante destacou o seu orgulho em poder dirigir o Peixe.
“Uma chance de ouro, um clube que dispensa comentários. É mundial. Quantos jogadores aqui passaram pela Seleção. É um orgulho enorme, um momento especial da minha carreira. Tive orgulho de trabalhar em todos os clubes que passei. Todos tem sua grandeza. A evolução é gritante. O Santos projeta muitos profissionais, dentro e fora de campo. Pretendo aproveitar o máximo possível. Sei que vou sair um dia, não sei quando. Eu vou aproveitar o máximo. Pretendo ficar aqui até o fim de 2023, mas a vida de treinador no Brasil é muito agitada. A média é de quatro meses”, disse.
Lisca assume o Santos após pedir demissão do Sport. Ele treinou o time pernambucano por apenas três semanas. Neste período, foram quatro partidas, das quais ganhou uma e empatou três. A saída do técnico do Leão foi muito conturbada. Em sua despedida, ele foi vaiado e xingado pela torcida na Ilha do Retiro. Um copo chegou a ser atirado no treinador.
Em pronunciamento oficial, o presidente do Sport, Yuri Romão, também criticou veementemente o comandante e afirmou que ele foi antiético ao acertar com o Santos.
“No domingo, o (Jorge) Machado me falou que o Santos me procurou. Queria mandar um abraço a todos os jogadores do Sport. Fui proibido de ir me despedir. Durante o jogo saiu a notícia que já estava acertado. Como a torcida gosta muito de mim e estávamos fazendo um bom trabalho, a torcida ficou revoltada e agiu de uma forma que eu não esperava. Me agrediram. Minha família estava, ficaram assustados”, explicou.
“Os jogadores não entenderam nada. Outra vez conversei com o Santos e acabei não vindo. Obviamente que o que ocorreu no jogo facilitou a decisão. Não vou negar que não viria. Mas iria conversar antes com a diretoria do Sport. Quando ocorreu tudo aquilo, decidi conversar com a diretoria do Santos. O presidente ficou chateado, acho que ele passou um pouco, mas vou respeitar”, acrescentou.
Lisca chega para assumir o lugar de Fabián Bustos no Santos. O argentino foi demitido no último dia 7, após a eliminação nas oitavas de final da Sul-Americana, para o Deportivo Táchira-VEN, em plena Vila Belmiro.
FALTA DE REGULARIDADE
Outro tema que Lisca abordou em sua primeira coletiva foi a falta de regularidade. O técnico explicou o motivo de ter ficado pouco tempo em alguns clubes que passou, como Internacional e Vasco.
“Alguns trabalhos já eram com prazo determinado, no Inter eram apenas três jogos mesmo. Fui contratado para três rodadas. No Guarani a mesma coisa. O trabalho era específico. Meu início de carreira foi muito marcado por isso. No Criciúma já foi uma opção minha. Quando chegamos lá o presidente estava voltado para um trabalho de formação. Não era isso que estava pretendendo. Não me apego muito ao trabalho”, disse.
“Quando acho que não estou contribuindo, não fico preso em multa, fico no trabalho quando acho que sou útil. Quando cheguei no Vasco o dinheiro acabou e isso foi muito complicado, era inviável. Achei que não poderia entregar a expectativa do acesso. Sou um treinador que geralmente volta ao clube pelo qual passei. Já recebi vários convites. Isso é muito legal e deve ser bem valorizado, quando você sai você deixa um conceito. Esse não é o primeiro convite que o Santos me faz. Naquele momento eu avaliei que era inviável, Agora achei que era o momento e vim”, finalizou.
A primeira partida de Lisca será no domingo, às 19 horas (de Brasília), fora de casa, contra o Fortaleza, pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro.
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